
No outro lado, sinto que já perdi, o que nunca ganhei
Como fogo, que lambe e devasta sem alma
Como lança, que fere sem justiça na dor exposta
Neste passar, onde o futuro é prefácio de passado.
As correntes não foram quebradas, ou serradas
E os membros entorpecidos gretam em cortes lineares
Suores agrilhoados de ânsias frustradas sem recurso
Como zeros sem valor, onde se anula a adição.
Hoje senti o turvo e gelo das inundações improváveis
Ontem fui arrastado pela lava descrente e sem rumo
Mas "morri" de pé ...sereno e justo, como pilar base.
Amanhã a bolsa da vida ditará oscilações volúveis
Depois, os continentes dançarão o fascínio do deslumbre
Eu...apenas serei o velho guardador do meu (A) MAR .
in MEMÓRIAS - by OUTONO - 2011
6 comentários:
... é aqui que vive o pretexto para a dança fascinante do deslumbre ante a melodia doce do teu (A)MAR
o fogo lambe e devasta com alma a melancolia das ausências... presentes
... muito no fundo, na alma do fogo, sabemos bem, que sempre teremos o que tanto queremos mas não nos é devido
"morrer" de pé (como as árvores...), sereno e justo, como pilar base..., é a compensação possível, por vezes, simultaneamente gratificante e frustante...
ler-te... é a gente se alimentar de ternura.
é muito bom passar aqui.
beijo.
Querido amigo,
"Eu...apenas serei o velho guardador do meu (A) MAR ."
Tanta beleza de sentimentos guardados na simplicidade do seu Ser....Cabe um mar de ternura no seu coração.
Beijos com carinho
Um blog muito rico. Gosto das imagens, gosto das palavras. Parabéns.
MEU SOM
Fico sem palavras...acredita!
Beijinho grato!
SAM...
Um hino escrito por ti de sensibilidade plena!
Beijinho grato!
ROSÁRIO
Grato pela presença. Zelarei por merecer...
Beijo
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