
Encosto a minha face…no espelho d’água do teu rio…
E ouço o teu silêncio…no meu silêncio sussurante
Em batidas de ondas vagarosas…como carícias tuas
Como beijos d'alma, desejados e colados de vontades.
Chamo-te menina no meu diário já coçado da idade…
Convido-te numa caminhada feita momento esperança
Olho-te em interrogação de amores palavra falta
E... ouso um declamar soneto com o código doce.
Cresço na identidade que orgulha…no mar que vejo
No mar que nunca vi…na lua que sinto e adormeço
No sol que “amarro” e venero…no sorriso ansiedade.
De repente…no espelho d’água dos teus olhos luz
Reflecte-se uma sombra do meu querer, dito e poetado
De palavra simples…sinónimo complexo…amo-te!

in - MOMENTOS - By OUTONO - 2010