
Há um murmúrio sopro d'alma vazio
Há tempos em que os tempos se evadem
E a viagem que se adia sempre sem reserva
É um exclamar que nunca se prefacia...
Há um correr lento em molde estátua de sal
Há líquidos ferozes que abalroam a sede
Sentires que não se sentem e definham
Ruas, caminhos, mares, falésias...mapas inglórios...
Há tudo e nada existe neste existir que cega
As palavras fazem magia de jogo escondido
E as noites orlam o fatídico gelo no degelo...
Queria apenas acordar no meio do meu meio
Fingir sonolências para sorrir sobressaltos
Mas no rasto dos cinzentos...o fumo branco é lenda!

in MOMENTOS - by OUTONO - 2011
7 comentários:
.......
"Fingir sonolências para sorrir sobressaltos"
é MUITO bonito...
Beijos.
Ontem, hoje, sempre o encontro com a poesia!
Fotos - também - muito belas:))
"Mas no rasto dos cinzentos... o fumo branco é lenda!"
Um magnífico soneto. Excelente, caro amigo. Gostei imenso. Parabéns pelo talento poético que as tuas palavras revelam.
Abraço e boa semana.
MARIA
...adivinho nas tuas reticências um sorriso, que me deixa satisfeito.
Muito obrigado
Beijinho!
JUSTINE
Ontem, hoje, sempre, a palavra da poesia, no diálogo da vida...
As fotos...enfim...momentos que tento perpetuar no meu olhar.
Grato pelo carinho do comentário!
Beijinho!
NILSON
E é no rasto simpatia e amigo das tuas palavras, que enriqueço o meu sentir...e lanço mão de novas escritas...
Um abraço muito grato!
um soneto perfeito com uma mescla de nostalgia.
bom fim de semana
um beij
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