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domingo, abril 04, 2010

Algures entre a capital...

Por desafio...mais um...
edito a
QUINTA PARTE
do conto iniciado o ano passado...



Meu amor ...

Algures entre a capital geográfica e o centro do meu coração....


Que amor me assola….nesta revolução de sentires?
Que tuba me encanta neste dizer corporal súbito?
Que perguntas te faço com resposta código beijo?
Que viagens mar no oceano do porto pleno teu?
Que segredos lume na boca apego romance nosso?
Que grito diamante, solstício milagre mensagem?

Nesta carta que te escrevo, neste sentir do tempo que passa, caio neste envelhecer...da esperança de ouvir (ainda) palavras presentes, capazes de serem ouro fino, mais cristal que o sonho de outrora no desbravar do mundo, nas frágeis caravelas...

Continuamos a viver o sonho...o odor das flores campestres...o olhar de mares azuis sem fim...e não há uma assinatura coração capaz de dizer...qua a razão é verdade que tem de ser gritada e assumida.

Como é possível estarmos perto e ...sentirmos o caminho longe? Como é possível , confundires abraços perniciosos e palavras rendilhadas de enleios fáceis ...intencionais com os abraços amor e palavras de sabor romã, rosáceas e apenas sequiosas de um acordar teu...ao perdoar a ingenuidade...de acreditar, que até ao acto dolo todo o "arguido" é presumível inocente...

Que mal formada justiça, que é tão cega ( até na estatuária)...mesmo incapaz de condenar, face ao código de perceber ou antever o caminho do beco sem saída...
Continuamos a viver o sonho...e lá longe...apesar do meu dizer de dúvidas...o teu abraço de tranquilidade é afirmar, que não restam dúvidas que irás continuar a atormentar-me aqui e ali....com pequenos nadas...como ousas dizer...grandes temporais como julgo sentir.

Em cada momento de maresia fresca...continuas com o fascínio das liberdades poéticas ...em detrimento de outros sentires....e apregoas conceitos de diferenças a conveniência...destacando que não há diferenças...

Hoje, talvez amanhã...talvez depois...os passos deste comprometer...serão parágrafos intermináveis de caligrafia solta e léxico pleonasmo...onde o ponto final se assume a medo....face ao adiantado da hora...sempre tirana voz de um luar ainda mal começado...

Olho o relógio...e quase que vejo o horizonte mar...desse mar que tanto bem nos fez...e tanto mal testemunhou...tudo é uma questão de tempo...onde procuras defender que amar...não é pensamento gémeo...ou falar uno...

Teimo ainda nestas cartas onde declaro que a poesia de um seguir a dois é verso sujeito e presente, por vezes sem rima...porque a palavra homem não rima com a palavra mulher e, sorrio na única diferença permitida deste velho coração, onde já ancoraram sereias...mas nenhuma com o teu brilho. A única a quem enderecei um poema azul de tempos onde os tempos eram ainda um conto feito livro nunca publicado...e hoje apesar de capa e contracapa continua a faltar o prefácio de sintonia.

Teimo ainda nestes "poemas", "ditos" para mim..."escritos" para mim...porque a palavra, é a única "mulher" que sempre me encontrou...apesar de excessos redactoriais...onde declamamos contra-sensos...e acabam sempre num verso ou frase de amor...nem que a tinta se esgote e o aparo seja caminhante errante (seco e rasgante) na folha de papel do estreito nó... que fica em noites sem dormir.

É um saber a pouco...este amor_______________onde caminhamos, mas______________os hiatos carecem de som unânime,
para que o _____________porto de abrigo, possa ser éden por completo e, eu seja o único que procure os teus_____________lindos olhos no meio da multidão , agora arvoredo perfume...e o teu _____________lindo sorriso, me cale de vez com um abraço daqueles____________onde a minha razão seja a tua verdade.


Apenas uma palavra me aconchega no sonho regaço…


Amor…porque só este escrever é folha de seda sem fim
Porque, prefiro morrer de amor…do que morrer no amor!
Porque prefiro ser prisioneiro de excessos sufocantes
Do que dúvidas mareantes de sargaços estorvo
Cláusula única deste prefácio em folha de arroz…
Papiro história de capítulos pirâmide…estrada nossa…
Do que tela cromática de longínquos paraísos doentes!


Um beijo luar...


in - Momentos - by OUTONO - 2010


Na grande sala do meu sonho...escrevi-te na única poesia que admite prosa...a imagem !

5 comentários:

G... disse...

Bendita necessidade.... essa tua, de escrever.
Bem aventurados os que te souberam «encontrar» e que se podem «deliciar».
Beijinhos
G...

OUTONO disse...

G...

De palavras mil...há palavras que seduzem...o meu escrever...a minha necessidade de colocar no papel, ou tela vida...os sinónimos do meu pensar...
Palavras, que encontram uma nascente...por vezes quase seca...outras tantas, abundante de pequenas gotas refrescantes...
É o girar deste mundo... onde, o contorcionismo da palavra, nem sempre merece um respeito, quanto mais um olhar...
Obrigado, pelo teu olhar, pelo teu respeito, pelo segredo de me dizeres...que há segredos que deverei continuar a desbravar...
Tentarei.
Beijinho

Maria disse...

Que texto fantástico!
A ternura e o amor a sairem-te pelos poros. Apesar de... sei lá...
Fico com as palavras dentro de mim. Por um tempo.

Um beijo,

G... disse...

Shhhh!...
Olha as palavras...
Shhhh!...
Fala baixo, sussurra...
ShhhH!...
Guarda segredo!
Do fascínio e da luz
Do mistério que seduz
Que as verga à vontade
Do mágico que as ilude.
Nesse recato...
Shhhh!...
Leva-as numa aventura.
Shhhh!..
Vela por ti, e por elas!
Shhhh!...
Num segredo irrevelado
Num respeito ampliado
Nesse gigantesco olhar:
Nessa pena, que faz sonhar!

Beijo amigo (permites-me?!...) encharcado de admiração.
é ousadia - hoje em dia - ser sensível e profundo!

OUTONO disse...

G...

O........B.......R.....I.....G.....A....D......O........!

Beeeeeeijinho!