Domingo, Outubro 25, 2009

Diário de um dia ...continuação



…quando cheguei a casa, com cinco minutos de atraso em relação à meia hora prometida…tinha um miminho à espera. Em cima da mesa, num ambiente envolvente de Mozart, o meu chá preferido – Imperador.

Sorri, aproximei-me e beijei-lhe os cabelos sempre sedosos e compridos.

- Olá…desculpa o atraso…mas ainda tive de tirar umas fotografias ao poço abandonado da quinta da serra…



- Tu e a fotografia…a mim nem me fotografas…não me ligas nenhuma…

- Como te atreves…a dizer ... que não te ligo nenhuma, depois daquele episódio…estou aqui… não estou?

- Desculpa…dá-me um beijo doce…

- Primeiro …tenho de beber chá…estou a precisar…
Que bom …foste ao pormenor da caneca preferida…oferecida por uma mulher apaixonada…
" Eu sou do tamanho do que vejo... E não do tamanho de minha altura."

- Tens de me explicar o teu fascínio por Fernando Pessoa…

- Não será melhor... Alberto Caeiro?

- E o beijo…”tá” difícil…. ???

E o momento aconteceu. Nunca tinha sucedido, falarmos de lábios colados. Exercício exigente, mas compreensível. Ninguém queria desistir.

- Amor…

- Sim ainda sou o teu amor…depois da tormenta…!!!! Aliás, o amor nasce forte e demora a desaparecer…esquecer... é melhor!

- Ainda não esqueceste….e tens razão. Toda a razão! Olha… o Outono tem destas influências…a queda da folha, as primeiras chuvas, o cair da temperatura…

- Não me digas que o Outono foi responsável, pelo desentendimento…

- Não…estou a brincar…mas reconheço que tens razão…pequenos nadas e ficamos sentidos…

- Achas que….?????

-Desculpa…já pedi. E é bom seres sensível. É sinal do teu amor…do teu pleno amor…obrigada por existires!!!!!!!

-Vá….e tu aprende a ser mais apaixonada…

-Feitios…diferenças…mas eu amo-te!

Com todo o fulgor de um abraço e sucessivos beijos pacificadores…o tempo passou rápido e a noite caiu. Do pouco de reserva no frigorífico, inventei uma refeição rápida de massa verde com molho bechamel, cogumelos , fiambre e camarões. Duas romãs brancas…e um chá de frutos vermelhos. Uma salada de agriões…e uma escapadela ao quintal, para roubar um limão suculento…e ainda restava um pouco de queijo Feta.

Na cozinha…incendiou-se a lareira, ainda activa com as brasas da manhã. Enquanto comíamos, os nossos olhos cruzavam-se em espelhos sucessivos de felicidade.

Num acto muito simples, mas romântico, puxou de um envelope e disse-me:

- Lê…queria escrever-te uma carta de amor, mas não fui capaz…

Numa caligrafia difícil, mas redonda e quase simétrica…um pequeno texto:



- Meu amor
Amo-te desde o raiar da manhã até ao pôr-do-sol … e o hiato entre esses dois tempos, é preenchido pelo sono e o sonho (que teimosamente não se deixa lembrar...nunca me lembro dos sonhos) onde lá terá o amor, o meu amor por ti… sido nele, também uma constante … tenho a certeza…

Um beijinho apaixonado.

Tua


Sorri…e agradeci...com um beijo carícia.

- Lindo. Esse teu dizer..

- “Bigada”

Disse num tom mimado, típico de quem se sente feliz. A refeição terminara, o café servido na sala de estar contígua ao lancil da escada dos quartos…e enrolados na velha mas quente manta comprada na Estrela…há muito tempo… (ainda era jovem)…cobria-nos os corpos colados de saudade.

- Meu amor… amanhã…tenho de ir a Lisboa. Tenho uma reunião, onde não posso faltar.

- Mesmo em férias…estás de serviço…

- Pois é…tem de ser.

- Posso ir contigo?

- Podes…mas não preferes ficar a descansar? Tens uns dias de férias…fica por aqui! Eu dentro de dois dias regresso…

- Nem penses…vou contigo…deixo o meu carro aqui…e depois regressamos. Sabe tão bem viajarmos de mão dada…

No enleio da noite, o CD repetia Emma Shapplin…enquanto falávamos do nosso futuro, nos beijos sempre mel de cada “parágrafo”.

Quase em forma de birra…mordeu-me o lábio suavemente e disse:

- Não é justo. Eu lembrei-me de ti. Escrevi-te um simulacro de carta apaixonada ( muito reduzida) …assim deste tamanho…e tu…sim tu, que te gabas de escrever poemas só para mim…aliás prometeste-me um livro de poemas só meus, que nunca mais passa do meio…não me escreveste nada, nesta saudade. ???

Sorri…olhei-lhe os olhos amendoados e já quase cobertos de sono…disse:

- Se Vª. Exª. me deixar…vou buscar um “despacho” do meu coração escrito na serra da convulsão…e assim o livro já passa do meio…falta só 49% de poemas…

- Tu queres …é ver-te livre de mim…deixa-te estar…é tão bom saborear o teu quentinho…e eu não me quero zangar…não escreveste nada! Mas eu perdoo-te! Aliás tens razão por teres ficado zangado…

- Agora vou ficar novamente …não acreditas que te escrevi um poema?

-OK! Vou declamá-lo….




Eu amo-te
Flor do meu perfume
Jardim do meu olhar
Corpo do meu perder-me
Beijo da minha sede
Abraço mar bonito
Amor segredo puro
Vontade sempre
Canto a um só…
Amor!

- Querido, meu anjo…tens uma mente prodígio. Aliás, adoro-te por seres quem és…mas inventaste agora esse poema…que é LINDO!!!!!!! Não o escreveste! Não inventes…já paravas!!!!!!!

- Ups!!!!…desvia um pouco…estás “pesadita”…sabes? Aqui está a folha dobrada em quatro do poema que te escrevi…faz favor de conferir. Mas…e antes que a zanga comece…menti-te…escrevi-o no café do Ti João…não na Serra. Lê... melga…

- Tão lindo!!!!!!!…Amor…perdoa-me…mais uma vez fui insensata…Vamos dormir…vá… toca a aproveitar as poucas horas de sono…amanhã vamos a Lisboa…e enquanto vais para a tua reunião…eu vou tomar um chá ao mar…ao nosso mar…Depois regressamos para o nosso ninho…Amo-te... OUVISTE?





- Fala baixo…os passarinhos já estão a dormir……..

Pequena série de "Diários" publicados - By Outono


Domingo, Outubro 11, 2009

Ninhos d'amor...

Ninhos d'amor
foto by OUTONO

Diário de um dia....

Abri o postigo do andar superior da casa de campo. Espreitei o verde ainda húmido daquela manhã, onde o sol vermelho do dia anterior, agendava mais um dia de calor outonal. Coloquei como de costume, as mãos fechadas em suporte no queixo...e quase que pratiquei apneia, pelo odor fresco de ar puro...e perfumes de flores ainda resistentes.

Tinha acabado de acordar, e procurava na chávena de café quente, um impulso para um dia, onde lembrava os momentos das últimas horas.

Sentei-me na lage semi-redonda da lareira de cozinha...e, brincava com o dedo nas cinzas d'ontem...escrevendo e apagando mensagens, que só eu lia.

Arranquei um pequeno ramo de carqueja, que restava da preparação do arroz, com carnes fumadas..do nosso jantar , levei-o perto do nariz...e, quase que num golpe de mapia o odor típico daquela planta asterácea, me fez lembrar o teu perfume quente e sensual...nos infinitos beijos cúmplices da noite anterior.

O teu sair calmo, após um desassossego de entendimento...fez-me vacilar entre o abraço que prende e o beijo que despede.

Comecei a sentir um frio desagradável...e só minutos depois reflecti, que não seria bom andar descalço nesta época do ano.

Levantei-me e desci ao piso dos quartos... quase em jogo de criança...abri todos, na esperança de te ver com um sorriso triste mas amigo...e segredar-me um: - demoraste tanto tempo a encontrar-me...
ou: - pensaste mesmo que eu tinha saido...?

Vejo-me só no longo corredor...e, num pensamento rápido agarro na máquina fotográfica e, tiro uma fotografia à minha sombra projectada no chão, efeito de contraluz do sol penetrante na janela fundeira.

Lembro-me da brincadeira que fazíamos no bosque onde tentávamos adivinhar os significados das sombras projectadas. Ganhavas sempre. Dizia, que tinhas um bom olhar e, respondias : - eu??? pitosga absoluta!

A fome começava a ditar um sentir. O cheiro a pequeno almoço aldeão das casas vizinhas, servia de tónico, para me decidir. Tomo um banho, esqueço-me da barba ...meia de pente....como diz a cabeleireira de longa data...visto o caqui já roçado e lanço-me aldeia dentro até ao café do Ti João.

- Bom dia amigo...digo no meu arfar depois da ladeira da viela da velha igreja do século XVII..e, ouço um sorriso a medo...: -então vem só?

É...hoje é assim, mais vale só que mal acompanhado...respondo gozão...tentando aliviar a tristeza que efectivamente me enchia .

- Amigo...um pãozinho com presunto e um galão...se faz favor...
- Presunto muito fininho...não é????
- Sim...sim...e o galão...
- Já sei ...escuro!

Olho para a televisão, único ruido adjacente , para além do borbulhar da água da fonte de esquina...e vejo que o mundo não melhorou.

O Ti João chega-se à mesa com o galão e o pãozinho ainda quente...e comenta:

- Desculpe lá...já viu aquele "parvónio" suicidou-se...há lá cada maluco...
- Pois...mas Oh! Ti João...sabe o porquê?
- Sei lá...só sei que é de malucos dar cabo da vida...
- Concordo. Eu mesmo andando mal....gosto muito de vir aqui tomar um cafézinho...porque vivo!
- Desculpe lá...e, não leve a mal ...mas hoje "tá mal..."!

Fiquei apreensivo. O Ti João na sua sabedoria popular de experiências e mezinhas seculares, tinha-me "topado".

Não disse nada...sorri...e apenas referi: - tem dias!

Depois do repasto, faço-me à serra pela encosta sul, no velho caminho romano, património abandonado...e delapidado por abusadores irracionais. Apanho a velha seara...meto-a na boca e, continuo serra fora, com o sol pela frente. Olho em redor...noto-me a sós e, ensaio uns movimentos de ginástica, para poder respirar mais profundamente o ar. E penso...quem me dera naquele momento ser sufocado pelo teu beijo quente e doce nosso, na repetição da noite passada.

Continuo a caminhada, e vou acariciando as flores silvestres...tantas vezes ofertadas no teu regaço, depois de olhares escorregadios nos momentos êxtase de um sentir amor. Lembro-me de um dia ter dito...que deveria parar de te dar flores silvestres. Respondeste: - nem penses!!!! Retorqui: - repara, assim colocamos as pobres flores em vias de extinção... Ouvi o sugar do teu lábio inferior no meu superior...dizer : - as flores são como o amor...quanto mais se dão mais se multiplicam...é o chamado equilíbrio ambiental...tal como o nosso amor, quanto mais acontece...mais saudade temos.

Sento-me na pedra marco da quinta do Chão da Cruz...olho as romanzeiras do Ti Morgado...e saco mais uns disparos no céu ondulante de nuvens, algumas com feitios bem humorados...Estou tão longe da realidade, que nem me apercebo do toque personalizado do telemóvel...

- Sim...
- Olá ..."tás bem"?
- Sim...calmo, consegui dormir.
- O que "tás" a fazer?
- A passear...vim até à serra...respirar um pouco melhor e tirar umas fotos...
- Amor...eu amo-te ...ouviste?

Guardei um silêncio e respondi:

- Eu também...
- Achas que vale algum cêntimo, ficarmos assim quando a essência somos nós?
- Acho que temos de entender a razão de cada um ...
- Mas a minha razão...
- Calma...e a minha razão ?
- OK. não vamos voltar a discutir...
- Claro...mas também não deveremos ser inflexíveis!
- Olha..."tou" triste...muito triste...pareço uma tonta, que não pára de chorar...
- Sabes...chorar faz bem!
- Cínico...mas chorar de alegria...não de tristeza...
- Cínico???
- "Cinicozinho"...um pouquinho...
- Olha...a chave da entrada...ainda está escondida no mesmo sítio?
- Sim...porquê?
- "Tou" cheia de frio...com sono e desejosa de um abraço teu. Desculpa aquilo d'ontem...vem depressa...eu amo-te ouviste?
- Estou aí dentro de meia hora! Mas vais assinar um compromisso de honra...selado com tinta de sumo de limão...
- OK...farei tudo o que o meu "agente secreto" quiser...eu amo-te ouviste?
- Sim, ouvi...
- Então porque não dizes?
- Não digo...porque se os passarinhos ouvem...enchem-me os beirais da casa com ninhos ...d'amor!


Pequena série de diários publicados - by OUTONO

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

É Outono amor!



"OUTONO" by OUTONO
2009
pequena aguarela
15cm/20cm

Sentado neste olhar de horizontes infinitos
Leio-te versos sem conta do teu contar doce
Sorrio ao luar atrevido neste correr de horas
E escrevo-te sublinhados de palavras nossas.

Como é bom poder abraçar-te, aqui neste lugar
Repetido de enleios e odores mar azul nascente
Polvilhado de algas seda...mistérios trazidos
Sussurros de pescadores na faina do incerto!

E os silêncios avolumam-se na beleza do sentir
Tanto... traduzidos por imenso profundo amar
Tanto... no perder de contas das flores doadas.

E o livro abandona-se, o mar enche, a alma dita
Levanta-se o vento do almejar forte mas suave
E enleva-se o canto estação...É Outono amor!

"OUTONO" by OUTONO
2009


Sexta-feira, Setembro 18, 2009

O desejo



...algures num banco, outrora romântico.
foto by
OUTONO


O DESEJO

É neste rendilhado de veredas íngremes
Que sulco vidas, sóis perdidos etéreos
Espaços onde declamo sentires sussurros
Forças deste escrever d'alma maresia...

É neste desejo de enredo compulsivo
Que me envolvo e abraço em torpor
Mar revolto de azuis força, maré viva...
E perco a âncora do infinito por remir...

Quem me dera navegar solto e confiante
Nesse horizonte...lá longe ...bem febril
Até ao cair do último raiar de solstício...

Quem me dera batalhar ondas iodadas
Refrescar-me nas manhãs frescas de ti
E perder-me neste labirinto de quartzos...

in - MOMENTOS - OUTONO - 2009

Poema também editado em :
http://porosidade-eterea.blogspot.com

Domingo, Setembro 06, 2009

Neste livro...


...ao navegar de leituras na net...

Neste livro...onde te escrevo mensagens deste interior
Marco páginas de pensamentos mar, onde navegamos
E espero-te sempre na ânsia de um aportar apaixonado
No teu amor total de sóis brilhantes e luares coloridos .

Olho-te nesta distância superior do nosso almejar e crer
Em olhares sedentos de olhares teus e abraços nossos
Grito à ânsia o medo de perder um instante deste amar
Responde-me, rios gotejantes de languidez suave e doce!

Por vezes silêncios, por outras... palavras, por nós beijos
E o canto encerra-se neste mostrar de formas cativas
No caminho perdido na urze silvestre deste clamor vida.

Encerra-se ...mas nunca se perde....nunca se esgota
Nunca se trai...nunca se esquece...nunca se deturpa
Nesta osmose corporal, onde somos monólogo etéreo!

in - momentos - (OUTONO) - 2009

Terça-feira, Agosto 25, 2009

Por entre músicas...



Foto by - OUTONO
(dir. reservados)

Por entre músicas...de outros gostos
E palavras substantivos de obrigação
Fluiu uma mensagem cristalina tua
Alfobre de sementes amor fulgor...
Cativa em solfejos de música apego
No entender de cada momento teu
No encontro de cada amar meu
Na verdade, que nunca renega o sentir
Na flor sempre viçosa do nosso abraçar
No determinar sentido... de cada manhã!

in - MOMENTOS LONGE - (by OUTONO - 2009)

Sábado, Agosto 01, 2009

Como eu gostaria...

...gentileza da Net
Pintura a óleo
Autor desconhecido.

Como eu gostaria de olhar o céu e, sentir-me nele
Livre em azuis brilhantes, matizados pelo astro vida
Onde até os cinzentos, fossem alma desafio e cor
Neste universo de "casinhas" redondas onde giram...

Como eu gostaria de nascer todos os dias, a sorrir
Mesmo em choro de presença simbólica e frágil
De braços agitados, como pedido de amor carinho
E olhos irrequietos na procura da sede amamento...

Seria um versejar de águas cristalinas e corredoras
Em planícies verdes , loucas sensações de estar
Paraíso paleta de cores, quadro desejo por pintar ...


E apenas a companhia do acto multiplicador alado
Em olhares múltiplos e, envolvimentos sonho colados...
Como eu gostaria...de conjugar sonho com realidade!

by OUTONO - Momentos - 2009

Sábado, Julho 04, 2009

Digo-te...



...o esconder do sol... na NET


No silêncio dos teus beijos...há discursos de amor
Manifestos de entrega e rios abraçados por sonhos
No calmo canto de estrofes nossas declamadas
No agarrar forte da razão marcante titular.

Digo-te ...nascente de embalos cegos balsâmicos
Decoro-te em páginas de papiros reparadores
Ouso mesmo, criar sentidos de seda únicos
Até ao futuro...para nunca me perder do teu olhar.

Respondes-me sempre...em suave jeito: - gosto-te...
Enquanto sublinhas a leveza do amar imenso ...
Em traços de areia da falésia esculpida pelo mar.

É nesta geografia de impulsos viagem tentação
Que germino raízes, emoções e memórias...
Num escrever sussurrante longo..........mo-te!


in MOMENTOS ( by OUTONO) - 2009

Quarta-feira, Junho 24, 2009

No teu infinito...



...olhar pela net


No teu infinito acordar de édenes cíclicos
Nestes espreguiçares de verão constantes
Evade-se a sombra do firme apelo código...
E estende-se o momento para lá de nós.

Aguarelas leves de cores e "sons" empenho
Segredos constantes, dialogados no areal
Serras, terras, planícies...mundos de mão dada
No embalo como caligrafia azul do caminho.

Mergulho nas águas quentes do teu olhar
Silencio-te o sorriso desse abraçar único
Enquanto saboreamos o chá jasmim do pacto.

E a redacção apontoada sustem-se rítmica
Sem parágrafos, parêntesis ou luxos cadência
Enfim, escrever indelével, ancorar bonançoso!


in - MOMENTOS - by OUTONO - 2009

Quinta-feira, Junho 18, 2009

INTERREGNO...



...algures na NET

No outro dia comentei...
Enquanto escrevia memórias...
Que este lugar TERRA está adormecido!

Alguém disse de imediato...
- Adormecido não...perdido de sono!

in MEMÓRIAS - by OUTONO 2009