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terça-feira, fevereiro 09, 2010

Três anos de saudade...

Três anos passaram...e a saudade, que não passa...




Para ti...mãe!


Mulher vida de uma vida…
Abraço beijo, colo de um carinho…
Olhar cuidado, mão protectora
Mãe sempre… palavra dócil
Sorriso leve… e pensar coragem…
Quanto do teu saber…
Do teu amar…amo sentido...
Neste estar só… mas contigo.

…deixa-me sentir-te mãe bonita
Neste ciclo da multiplicação…
Deixa-me ser birra… menino teu… ainda ...
Ouvir o teu “ralhete”… a tua bênção
O teu conselho…o teu viver…
O teu exemplo…
O meu orgulho…sempre...
Nas flores que te ofereço…

Todos os dias na avidez
Do teu consolar…
Do teu ser mimo… e capaz!
Sentimento de te ter ao meu lado
Perfume dos teus cabelos …
Grisalhos...
Leituras de mil histórias…
E uma vida para te dizer presente…

Onde estás mãe ?
… … … aí ?
Obrigado…que bom ouvir o teu… Olá... carícia!

in MEMÓRIAS (SAUDADE - by OUTONO) - 2010

22 comentários:

Lídia Borges disse...

Um texto cheio de ternura e de sensibilidade.
Musical e intenso!

L.B.

Maria Dias disse...

Mãe é a palavra mais bela q existe contida no amor mais puro que existe...Essa saudade não vai passar é verdade mas tenho a certeza q ela não se foi está dentro de você.

Fique bem

Beijos

Maria

mariam disse...

OUTONO,

subscrevo as palavras deixadas pelas Senhoras que me antecedem.

um sorriso amigo :)
mariam

OUTONO disse...

LÍDIA BORGES

Obrigado pela tua sensibilidade também...

OUTONO disse...

MARIA DIAS

Palavra única...

Beijinho

OUTONO disse...

MARIAM

Possivelmente és mãe...seguramente filha...entenderás perfeitamente este sentimento.

Beijinho

cristal disse...

Hoje ouso quebrar o silêncio.Muitas são as vezes que o visito e me deleito com os seus magnificos posts e vou saindo devagar,silenciosamente.
No entanto hoje, queria deixar-lhe um Abraço, só um abraço, porque não há palavras que possam ajudar a minorar essa ausência que tanto o magoa.
Arrisco dizer que há que recordar (ainda que com muita saudade)as doces e quentes memórias que o acompanharão sempre, sempre...

Um Abraço amigo

OUTONO disse...

CRISTAL

Muitas são as vezes que sinto, que vens por cá...e agradeço.
Muitas são as vezes, que necessito de um apoio/palavra...neste caso.
Muitas são as vezes, que me perco em saudades de momentos bons...
Obrigado pela ousadia.
Um abraço!

Lady disse...

Com certeza que a tua mãe deve estar orgulhosa... encontre-se ela onde estiver... desta tua magnifica e doce homenagem!

Bjinhos

OUTONO disse...

LADY

OBRIGADO!!!!!!!!

Bejinho

G... disse...

Coincidência... Três anos, foi o tempo que a saudade demorou a rabiscar o papel, palavras moídas dentro de mim, tristeza aninhada em cada sorriso, escondida em todas as gargalhadas - muitas, sempre!
Como te compreendo a falta. Como partilho a certeza de que só se vai quem não fica conosco para sempre!
Ternura no abraço.
G

OUTONO disse...

G...

Uma saudade...é uma dor... alívio na chegada, trauma na partida.

Acredita, que vê-la partir...foi muito doloroso. Até nesse momento, fui o único ( tal como filho) a dizer adeus.

Ainda hoje guardo esse momento...essa ilusão de ser apenas mais uma intervenção clínica.

Jamais esquecerei. Depois também houve uma coincidência estranha. Morrer nas vésperas do aniversário...

Obrigado pelo apoio...desculpa o desabafo!

Um beijinho.

G... disse...

Pois é...
Há um momento em que a realidade não é, em que subimos ao sonho no hélio da esperança. A queda é sempre violenta, por mais colchões que tenhamos empilhado para o caso de... Vivia já num luto que não sabia quando uma senhora doce me disse: «Quer um atestado?». Tinha uma pilha de colchões - sou previdente - e ainda assim me senti esmagar contra pregos. Eram todos de camas de faquir. Um mês de vida, no máximo, disde-me a médica, furando o balão e abrindo caminho à enxurrada de lágrimas que não podia verter. A dois metros, para lá da porta entreaberta, um padre rezava esperanças irreais na percentagem. Um rosto magro e omisso de cabelo - virou-se para mim e descortinou a lágrima teimosa que não consegui guardar para depois. Só uma. E perguntou: «porque choras, filha»? Porque choro?...«É do Pai Nosso, Mãe.» Mas ela sabia. Que eu não ácredito em Deus. E do resto também. Uns dias depois - muito menos que o vaticinado mês - falava-lhe por detrás de uma cortina de um serviço de urgências piedoso. Que descansasse, que dormisse, que eu estava ali. Em palavras doces. Que cada inspiração fosse a última porque mais tempo de sofrer não valia para viver amor. Que a amava e que podia ir em Paz, que eu ficava bem. De alma para alma. Nem uma lágrima, só Paz e Confiança no fim do Futuro. Acabou. «Já não tem pulso». Pois não. Já sabia.
No mês seguinte - olha a coincidência... - engravidei. A minha filha é Alegria pura, num Futuro de amanhãs.
Hoje o desabafo foi meu.
O sentimento tem que ser gigante, porque tem muitos donos. Chama-se Saudade.Se o souberes entir, é um Tesouro: significa que amaste e foste amado. Incondicionalmente.
Beijo

G... disse...

PS: desculpa os erros ortográficos e de sintaxe. Saíu de enxurrada. Do fundo da alma. Nem sei porquê. Nem como...
Beijinho

OUTONO disse...

G.

Obrigado, pela partilha d'alma!

Beijinho.

Ailime disse...

Amigo,
Uma homenagem linda a sua mãe e que faz doer no nosso peito.
Ela está lá em cima, quem sabe numa estrelinha, a vigiar ternamente o seu filho.
Um beijinho com amizade.

Vozes disse...

Que grande Senhora. Ela sorriu concerteza...

OUTONO disse...

AILIME

...com uma lágrima...agradeço o comentário.

Beijinho

OUTONO disse...

VOZES

Obrigado...e conheceu bem o seu sorriso...terno, doce...acolhedor.

Um abração!

Primavera disse...

Gostei muito deste poema.Pois faz lembrar quem perde-mos e que saudades temos delas.

OUTONO disse...

PRIMAVERA

Que bom partlhares aqui esse sentimento.

Beijinho

SAM disse...

Emoção.....Lindo, amigo...


Um abraço fraternal, acolhedor.