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sábado, novembro 09, 2013



NUVENS


restam as verrugas dos ciclos de mares laborais
nas danças da azáfama esquecida
searas ricas de cantos produtivos de fomes desejadas
sopros de velas que enchiam celeiros abertos
pós de fainas nunca encenadas ou lavores falseados...
até que a mordaça afundou a coragem morena 
nos estios de campos respirados e apaziguadores 
e as palavras suaram nas prisões talhantes de vidas
em lutos impossíveis de tempos infindáveis...
um dia gritaram-se lezírias de esperanças
nasceram choros em ruas cheias de moagens puras
brindes fugazes de banhos ébrios e causas naturais
as sílabas gaguejaram de novo em sussurros vândalos 
onde a fome e o esbulho pagam as dívidas tiranas

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

9 comentários:

O Puma disse...


Entretanto...

há HOMENS que não se vendem

Justine disse...

Os meus parabéns por mais um belo livro, Outono:))))

Vieira Calado disse...

Gostei muito deste poema.
Tem expressões e imagens mesmo boas!
Um forte abraço!

Nilson Barcelli disse...

Um pedaço de nossa História neste poema.
Excelente, gostei imenso.
Tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
Abraço, caro amigo.

OUTONO disse...

PUMA

Muito grato!

OUTONO disse...

JUSTINE


Abraço muito grato amiga!

OUTONO disse...

VIEIRA CALADO

Palavras que reconfortam e incentivam.
Abraço muito grato!

OUTONO disse...

NISON BARCELLI

Muito grato pelas tuas palavras e simpática presença!
Abraço!

Joaninha Musical disse...

Adorei o texto e a fotografia. Tudo de bom para ti,beijinhos e até breve!!