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terça-feira, abril 26, 2011

Abril...sentidos mil



Abril tem um sabor especial para mim.

Há um Abril, em cada janela do meu correr. Neste mês de Abril, escrevi uma fuga para o alto da montanha, só para ver o florir do almejo, que poderei chamar loendro...

Obrigado viajantes da palavra, carregadores de emoções, fazedores de revoluções mil...por me lembrarem Abril. Mas há um Abril, que não consigo escrever, há uma frase que não consigo ouvir, há uma clave de sol inaudível...um tempo passado, que não navega presente e, Abril está quase no fim.

No mar "ciano", por onde escrevo...apenas vejo a carícia à falésia, onde repousa o banco que alberga o fossil rejeitado, na espera da acrobacia da gaivota perdida, no beijo da sétima onda e, diga apenas:

-Deixa-me molhar os lábios nos oceanos dos teus pensamentos para anular a minha cegueira disforme de flores sem odor.

O próximo mês, talvez seja já Outono e, nem o calor senti...do rio humilde, da vontade margem...da foz que faz amor com o mar.



in MEMÓRIAS - by OUTONO - 2011

19 comentários:

tb disse...

Virá sempre um calor de um Abril se fazendo Maio e por onde corre a esperança como rio e mar que talvez um dia transborde...
beijinho.

Justine disse...

Mesmo parecendo que não, Abril continua bem vivo na força e na convicção daqueles que, como eu, viveram "...o dia inicial inteiro e limpo..." como disse Sophia!

MeuSom disse...

ah poeta... para já deixa-me tomar este sabor de poema poderoso no som de Tom Waits, o louco..., depois eu volto.
até logo.
beijo.

Isoleta disse...

Esta escrita carrega-me de saudades de um tempo que sendo próximo está tão longe...é bom seres meu amigo e termos desse tempo a partilha! Quero voltar sempre, um forte abraço!

Sonhadora disse...

Meu querido Poeta

lendo o seu belo texto, quase senti os cheiros...quase estive no meu Alentejo, no meio das papoilas e à beira rio cercada de aloendros.obrigada.

beijinho
Sonhadora

Mar Arável disse...

Não deixemos morrer

os nossos cravos vermelhos

Maria Ribeiro disse...

José Luís:texto doce...Abril do amor...da passagem dos pés telúricos pela montanha do SER...e acabar com o mar a fazer amor com a foz...
Há tanto tempo que te sigo...e não tinha percebido nada...
Estou contigo no amor da LIBERDADE DE EXISTIR, cantando esse ABRIL que esmoreceu...
BEIJO
Mª ELISA

MeuSom disse...

... e a pretexto de um Abril que não consegues escrever...
e nem tudo conseguimos escrever, muito menos dizer...
Abril terminou há poucas horas, o outono ainda vem longe, mas na verdade Ele continua aqui...
... e as sétimas ondas do teu mar "ciano" apenas se sucedem..., se renovam, nunca nenhuma regressa, nunca nenhuma é já a mesma...
sabes bem que há palavras dispensáveis, e que os pensamentos são como o beijo das marés que percorrem todos os oceânos...
nem sempre as gaivotas que se perdem da rota conseguem reencontrá-la sozinhas e quantas vezes os seus gritos se perdem em ecos por esse infinito surdo, tão surdo quanto a cegueira disforme de flores sem odor...
"... há um Abril em cada janela do teu correr..."
beijo meu, José Luís!

mariam disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
mariam disse...

OUTONO,

Fantástico! Tudo. Como sempre!
(e eu que gosto particularmente do mês de Abril...)

Do(s) livro(s), parabéns renovados, feliz lançamento "Da janela do meu (a)Mar" e votos do maior sucesso! ('levo o convite para a 'minha lateral')

um grande abraço e o meu sorriso :)
mariam

OUTONO disse...

TB

Abril...será sempre o despertar dos sentidos...a maré azul da esperança, o luar fresco da primavera em flor.

Beijinho!

OUTONO disse...

JUSTINE

Não parece...mas é...e será sempre dentro de nós como marcador de um livro na página da nossa memória.
Também o vivi por inteiro, desde a noite anterior...em siruações adversas...mas VIVI!
Mas este Abri, que por aqui retrato, também tem outros odores e horizontes...marcas de um viver que vou sentindo.
Obrigado por recordares Sophia...essa senhora de muitos sonhos lidos meus...
Beijinho!

OUTONO disse...

MEU SOM...

Duas visitas no mesmo post, uma honra...quando se "ouve" um tecer de tela agrado.
De facto, há um Abril nascente e foz, no meu Abril memória, onde tento por vezes ancorar e teimar que o tempo não passe.
Beijinho!

OUTONO disse...

ISOLETA...

O meu olhar sorriu interno e aplaudiu de agrado, perante a tua presença, que saudades...
Grato, pelas palavras...que ainda ecoam na minha leitura.

Beijinho!

OUTONO disse...

SONHADORA...

Por vezes é assim...as plavras são campesinas e levam-nos nos caminhos do desejo até aos jardins da satisfação...

Obrigado.

Beijinho!

OUTONO disse...

MAR ARÁVEL

O vermelho do sangue derramado, o vermelho que grita pelo Sol, o vermelho de um sentir flor.
Um abraço!

OUTONO disse...

MARIA RIBEIRO


...serás sempre bem recebida nesta casa, que vou arrumando, de acordo com o meu querer e sensibilidade.

Obrigado pelo apoio constante.

Beijinho!

OUTONO disse...

MARIAM

"Saboreio" o teu fantástico e, encontro-me no outro lado do mar, com um horizonte que me tonifica a alma.

Amiga, agradeço e ouso abraçar-te comovido pela atitude de partilha e apoio inequívocos sempre demonstrados.

Abril...sentidos mil...

Beijinho!

Filoxera disse...

Também sinto Abril duma forma muito especial. Não me canso de o dizer...