Mais um Livro...
"PALAVRAS A PRETO E BRANCO", co-autoria de José Luís Outono ( fotografias ) com José Gabriel Duarte ( pensamentos poéticos ) e, Prefácio da crítica literária Rita Pais.
Editado por EDIÇÕES ESGOTADAS , foi apresentado a 26 de Outubro de 2013, na Fundação José Saramago.
Permitam-me, com orgulho, apresentar um pequeno vídeo deste nascer, crescer e soltar...
POR VEZES,
HÁ UMA NECESSIDADE
DE ESCREVER...
José Luís Outono
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)
sábado, novembro 02, 2013
quarta-feira, outubro 02, 2013
SOMBRAS OUTONAIS
SOMBRAS OUTONAIS ( a editar )
nas sombras outonais dos ventos serranos
encontro o teu perfil tatuado e frio
no esquecimento do musgo por acariciar
in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)
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esquecimentos,
Outono,
perfis,
sombras
sexta-feira, setembro 13, 2013
PÉTALAS SECAS
PÉTALAS SECAS
( a publicar )
( a publicar )
A usada pétala,
que me cobria o corpo,
nas manhãs do teu sonho...
secou.
O odor poeirento dos ventos cinza,
cimenta agora,
o vazio da entrada do éden
de ontem.
Restam os dias frios dos tempos,
que restam, das forças aziagas
nos tempos ainda por lavrar.
Talvez o ocre outonal,
apadrinhe o renascer da flor silvestre,
no muro ondulado de tantas jornas,
ali no leirão fundeiro
ao pé da velha fonte, viciada incendiária de paixões,
a montante.
in MOMENTOS - José Luís Outono - 2011
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)
sexta-feira, agosto 30, 2013
TEMPOS CORRIDOS
- José Luís Outono -
Os tempos secaram os diálogos,
nas lavras dos solstícios corridos.
Restam as cores perdidas
dos arco-íris sorriso,
espectros solares de sonhos colmeia,
onde a alma era adocicada pelo calor da faina diária,
sem horários, olhares ou degustações calendário
seara adentro.
Ficam as nuvens,
escrivãs das miragens e, o longe
dos tempos coragem.
in MOMENTOS - José Luís Outono - 2011
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)
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Coragem,
Passados,
sentires,
Solstícios,
Tempos
terça-feira, agosto 13, 2013
VELHA PEDRA DO FONTANÁRIO
VELHA PEDRA DO FONTANÁRIO
ali na velha pedra do fontanário
a semente perdida olhou-me
nos traços de um correr aldeão
nas cercanias lúcidas do interior
e nasceu com a humidade do meu beijo
solta livre ondulante
desafiadora ao vento acaso
humorado desencontro da folha outonal
sorriso convite crepúsculo...
será infantil comentar um amor
o único esquecido
na ceara que não vi crescer?
in TRINTA E TRÊS POEMAS E UMA RAZÃO
José Luís Outono -
1967
Edição de Autor
NOTA : Das velhas memórias do meu primeiro livro.
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)
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fontanário,
primeiro livro,
recordar
terça-feira, julho 23, 2013
CANSAÇOS...
CANSAÇOS... ( a publicar )
o rio cansou-se dos olhares turvos
das margens
em questões sem navegação possível
como sempre
nem o avistamento da foz solar
trouxe acalmia ao ego impulso
que transporta desde a nascente
justo e frontal
restam os cardumes coragem
emprestarem alguma vida e consenso
devolverem talvez desejos impossíveis
às margens
ainda sem navegação possível
in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)
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cansaços,
desejos,
margens,
navegações,
olhares
terça-feira, julho 16, 2013
TRISTE SENSAÇÃO
TRISTE SENSAÇÃO
- José Luís Outono -
Por vezes, tenho a triste sensação
de estar só.
Enlouqueço e, beijo o mar
como se fossem os teus lábios
até à maré vazante ...
in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)
sexta-feira, julho 12, 2013
CANTO DA SEREIA
...o canto da sereia
beijou-me uma leitura oculta
e a minha mão segredou em desespero
saudade
um êxtase de caminhos éden...
in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013
segunda-feira, julho 01, 2013
CÓDIGOS AO ACASO DO CORRER
CÓDIGOS AO ACASO DO CORRER ( a publicar )
- José Luís Outono -
filtros em torpores de osmose simulada
selos de éticas douradas no encenar
encontros e metamorfoses polidos em saldo
dimensões de cavernas simuladas em relógios solares
latitudes de olhares infinitos sem partida
leituras perenes de palavras invisíveis...
...sem código e aforro
in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013 - a publicar
( ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)
quarta-feira, junho 12, 2013
OLHEI O HORIZONTE VADIO
OLHEI O HORIZONTE VADIO
- José Luís Outono -
Olhei o horizonte vadio
Falésia perdida, mar ébrio
E procurei a mensagem algures
Tesouro encarte na folha da areia
Amálgama desejo, ensejo e coragem
Dos tempos que se consomem
Sem luar prata...
Lambido pelas ondas frescas assimétricas
Bafejou-me o alvoroço das gaivotas
No baile aplauso em voo desordenado
Pelo meu desvario feliz
De segredos gritados e murmúrios soletrados
No canto primeiro do verbo presente...
Tal o enleio...
Que me esqueci da noite...
E adormeci na manhã...
in MOMENTOS - José Luís Outono - 2010
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)
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