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quarta-feira, outubro 02, 2013

SOMBRAS OUTONAIS



SOMBRAS OUTONAIS ( a editar )

nas sombras outonais dos ventos serranos
encontro o teu perfil tatuado e frio
no esquecimento do musgo por acariciar

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

sexta-feira, setembro 13, 2013

PÉTALAS SECAS




PÉTALAS SECAS
( a publicar )

A usada pétala, 
que me cobria o corpo, 
nas manhãs do teu sonho...
secou.
O odor poeirento dos ventos cinza,
cimenta agora,
 o vazio da entrada do éden
de ontem.
Restam os dias frios dos tempos, 
que restam, das forças aziagas
nos tempos ainda por lavrar.
Talvez o ocre outonal,
apadrinhe  o renascer da flor silvestre,
no muro ondulado de tantas jornas,
ali no leirão fundeiro
ao pé da velha fonte, viciada incendiária de paixões,
a montante.

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2011
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

sexta-feira, agosto 30, 2013




TEMPOS CORRIDOS 
- José Luís Outono -

Os tempos secaram os diálogos,
nas lavras dos solstícios corridos.
Restam as cores perdidas 
dos arco-íris sorriso,
espectros solares de sonhos colmeia,
onde a alma era adocicada pelo calor da faina diária,
sem horários, olhares ou degustações calendário
seara adentro.
Ficam as nuvens,
escrivãs das miragens e, o longe
dos tempos coragem. 

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2011
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

terça-feira, agosto 13, 2013

VELHA PEDRA DO FONTANÁRIO



VELHA PEDRA DO FONTANÁRIO


ali na velha pedra do fontanário
a semente perdida olhou-me
nos traços de um correr aldeão
nas cercanias lúcidas do interior
e nasceu com a humidade do meu beijo
solta livre ondulante
desafiadora ao vento acaso
humorado desencontro da folha outonal
sorriso convite crepúsculo...

será infantil comentar um amor
o único esquecido
na ceara que não vi crescer?

in TRINTA E TRÊS POEMAS E UMA RAZÃO 
José Luís Outono - 1967

Edição de Autor
NOTA : Das velhas memórias do meu primeiro livro.


(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

terça-feira, julho 23, 2013

CANSAÇOS...



CANSAÇOS... ( a publicar )



o rio cansou-se dos olhares turvos
das margens 
em questões sem navegação possível

como sempre
nem o avistamento da foz solar
trouxe acalmia ao ego impulso
que transporta desde a nascente
justo e frontal

restam os cardumes coragem
emprestarem alguma vida e consenso
devolverem talvez desejos impossíveis
às margens
ainda sem navegação possível

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

terça-feira, julho 16, 2013

TRISTE SENSAÇÃO




TRISTE SENSAÇÃO
- José Luís Outono -



Por vezes, tenho a triste sensação
de estar só.
Enlouqueço e, beijo o mar
como se fossem os teus lábios
até à maré vazante ...

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

sexta-feira, julho 12, 2013

CANTO DA SEREIA



...o canto da sereia 

beijou-me uma leitura oculta

e a minha mão segredou em desespero

saudade

um êxtase de caminhos éden...


in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013

segunda-feira, julho 01, 2013

CÓDIGOS AO ACASO DO CORRER



CÓDIGOS AO ACASO DO CORRER ( a publicar )
- José Luís Outono -

filtros em torpores de osmose simulada
selos de éticas douradas no encenar
encontros e metamorfoses polidos em saldo
dimensões de cavernas simuladas em relógios solares
latitudes de olhares infinitos sem partida
leituras perenes de palavras invisíveis...
...sem código e aforro

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013 - a publicar
( ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

quarta-feira, junho 12, 2013

OLHEI O HORIZONTE VADIO



OLHEI O HORIZONTE VADIO

- José Luís Outono -

Olhei o horizonte vadio
Falésia perdida, mar ébrio
E procurei a mensagem algures
Tesouro encarte na folha da areia
Amálgama desejo, ensejo e coragem
Dos tempos que se consomem
Sem luar prata...
Lambido pelas ondas frescas assimétricas
Bafejou-me o alvoroço das gaivotas
No baile aplauso em voo desordenado
Pelo meu desvario feliz
De segredos gritados e murmúrios soletrados
No canto primeiro do verbo presente...
Tal o enleio...
Que me esqueci da noite...
E adormeci na manhã...

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2010
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

terça-feira, junho 04, 2013

FALSO DILIGENCIAR



FALSO DILIGENCIAR
- José Luís Outono -

No obedecer de um falso diligenciar humano,
apenas por ter a mão no leme...
torna-se castrador aviltante do direito simples
do viver, de humanos injustamente condenados
à cegueira, à surdez e à mudez de um tentar ser digno.

No obedecer de um falso diligenciar humano,
ordena-se arrastar pelo esbulho fácil, de sorrisos cínicos
a validade de uma esperança vida,
a serenidade de uma liberdade coerente...até ao descanso justo.
- Nem Judas traiu assim...

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

Foto supra, integra a minha colecção de Fotografias ( P&B ) - OLHARES DO MEU OLHAR