My music...

https://youtu.be/IhAFEo8DO2o

terça-feira, julho 16, 2013

TRISTE SENSAÇÃO




TRISTE SENSAÇÃO
- José Luís Outono -



Por vezes, tenho a triste sensação
de estar só.
Enlouqueço e, beijo o mar
como se fossem os teus lábios
até à maré vazante ...

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

sexta-feira, julho 12, 2013

CANTO DA SEREIA



...o canto da sereia 

beijou-me uma leitura oculta

e a minha mão segredou em desespero

saudade

um êxtase de caminhos éden...


in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013

segunda-feira, julho 01, 2013

CÓDIGOS AO ACASO DO CORRER



CÓDIGOS AO ACASO DO CORRER ( a publicar )
- José Luís Outono -

filtros em torpores de osmose simulada
selos de éticas douradas no encenar
encontros e metamorfoses polidos em saldo
dimensões de cavernas simuladas em relógios solares
latitudes de olhares infinitos sem partida
leituras perenes de palavras invisíveis...
...sem código e aforro

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013 - a publicar
( ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

quarta-feira, junho 12, 2013

OLHEI O HORIZONTE VADIO



OLHEI O HORIZONTE VADIO

- José Luís Outono -

Olhei o horizonte vadio
Falésia perdida, mar ébrio
E procurei a mensagem algures
Tesouro encarte na folha da areia
Amálgama desejo, ensejo e coragem
Dos tempos que se consomem
Sem luar prata...
Lambido pelas ondas frescas assimétricas
Bafejou-me o alvoroço das gaivotas
No baile aplauso em voo desordenado
Pelo meu desvario feliz
De segredos gritados e murmúrios soletrados
No canto primeiro do verbo presente...
Tal o enleio...
Que me esqueci da noite...
E adormeci na manhã...

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2010
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

terça-feira, junho 04, 2013

FALSO DILIGENCIAR



FALSO DILIGENCIAR
- José Luís Outono -

No obedecer de um falso diligenciar humano,
apenas por ter a mão no leme...
torna-se castrador aviltante do direito simples
do viver, de humanos injustamente condenados
à cegueira, à surdez e à mudez de um tentar ser digno.

No obedecer de um falso diligenciar humano,
ordena-se arrastar pelo esbulho fácil, de sorrisos cínicos
a validade de uma esperança vida,
a serenidade de uma liberdade coerente...até ao descanso justo.
- Nem Judas traiu assim...

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)

Foto supra, integra a minha colecção de Fotografias ( P&B ) - OLHARES DO MEU OLHAR

terça-feira, maio 21, 2013

TRAVESSIA



TRAVESSIA ( a publicar )

- José Luís Outono -



... nos dias, que clamo por uma clareira do teu olhar,
banham-me ideias de bosques semeados com livros,
dos teus pensamentos sazonais e disformes.

São imagens fulgurantes de nadas, onde até o pó amontoado
de destinos despidos, consegue uma cotação, quase verdade,
numa soma de presenças ditas fiéis.

Tento arrumar os passos das tuas dissertações,
meras notas de uma sebenta descontinuada
e, atrevo-me a escrever um título - Os olhos também mentem.

Tento e, não tento balbuciar o sermão típico do éden,
que esboças como manjar sublime 
em coroações de alentos feitos consagração...tua !

Alinhavo somente um bem estar de agonia frágil,
tentando compreender essa vontade de quereres aparecer,
nas primeiras páginas de um diário ainda sem prelo.

Nada a fazer, quando o brotar dos sons do velho mar
segredam enseadas da tua cumplicidade vazia,
de uma noite apaixonada, para ti, apenas um ciclo quente.

Reclamo só, em surdina, aos fantasmas dos meridianos ocultos,
que não tragam trovões, nem sereias desnudas, 
ou castelos do fundo ameno da terra mar.

Amar, é um verbo apenas conjugado
na primeira pessoa do presente do indicativo,
sem passado, futuro ou inútil condicional.

...e, mesmo esse enredo gramatical, já nem é "procurado".

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013 ( a publicar )
(ao abrigo dos direitos de autor - S.P.A. 106402)



terça-feira, maio 07, 2013

ACORDAR


ACORDAR


Primeiro acto ao acordar ...
Beijar-te palavra doce no luar d'ontem e hoje saudade.
Tomar um café ... e bebê-lo a dois no sonho da tua partilha ...
Olhar o mar dos teus olhos ... e libar a tua boca ... ausente
Até ao cair do último gotejo de paixão ... do amor por fazer ...

in RIO DE DOZE ÁGUAS - 2012 - José Luís Outono - Coisas de Ler Editora
(Colectânea de fotografia e poesia de doze poetas, prefaciada por Joaquim Pessoa).



sábado, abril 27, 2013

RAÍZES


RAÍZES ( a publicar )
- José Luís Outono -

Nem os olhares, experientes navegantes,
conseguem ficar indiferentes,
às manobras de abraços desancorados,
nos portos baldios dos pequenos luares.

No restolho das águas de cores famintas,
as raízes mergulham ávidas, 
do fresco sazonal, em montados indefinidos
de rumos ansiosos.

O vermelho d'hoje das papoilas, 
é apenas uma dança medieval,
nos claustros perdidos da estória,
que recusa perpetuar-se.

Quantas vezes a tela, assusta a arma
vulgo pincel do acaso e, recusa o namoro
do pálido anseio...em traços apenas fugazes,
no preto e branco em ousados tons quentes?

Quantas vezes...?

E, o livro fecha-se,
em figura repetida na falésia tisnada de sais, 
porque as leituras adormeceram,
sem sono.

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013 ( a publicar )
SPA nº. 106402




quinta-feira, abril 18, 2013

...UMA PAUSA





...uma pausa 




Manhãs livros
E poemas sede
Sem diálogo...

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013


quinta-feira, abril 11, 2013

POEMA NU




POEMA NU


quis escrever um poema enlace
sintoma…

 ensaiei apenas um parágrafo
nu…

sorriste na escassez da minha criação
turva…

desafiaste viver campos da tua urbe 
só…

em trejeitos esquinados de vazio
talvez…

actos ditos e possessivos livres que
agrilhoam…

passados, que são apenas erros
passados…

e o canto da dúvida sem índice
assiste…

na sequela inventada do teu domínio
seco…





in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013 ( a publicar )