My music...

https://youtu.be/IhAFEo8DO2o

domingo, fevereiro 24, 2013

HÁ PALAVRAS ESQUECIDAS




HÁ PALAVRAS ESQUECIDAS  ( a publicar )

há palavras que são portas fechadas
em parágrafos amorfos de senso
clausuras de leituras sem amor
simples passeios do verbo escrever

há palavras esquecidas sem liberdades
manhãs de nevoeiros perpetuados
rostos cavados pelos veredictos alheios
sermões policromáticos e exibicionistas

enredos de povos democráticos
vigilantes do que apenas deixam olhar
gritos e canções que se perdem na luta

há palavras que têm de sair do código
destronar caminhos de luxo arrogantes
desmontar de vez o circo do poder apócrifo

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012  ( a publicar )

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

OS TEUS OLHOS




OS TEUS OLHOS


Perguntei a cor dos teus olhos
Murmuraste em sorriso mar:
- “Mergulha neles… seca-me as lágrimas
Nunca o amor…
Quando saíres e poetares a saudade

Rasgarás o silêncio do meu olhar!”

in MAR DE SENTIDOS - José Luís OUTONO - 2012 - Ed. Vieira da Silva





domingo, fevereiro 03, 2013

CANSAÇOS DESEJADOS


CANSAÇOS DESEJADOS 


nos teus olhos
ousaste ancorar os meus horizontes
acariciaste o teu interior no meu...
disseste-me afluentes de ti
e murmurei um mar chão
de cansaços desejados...
entre o som de um respirar fundo
gostei de ouvir dizer...
- deixa correr as vontades...sempre


in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013 ( a publicar)



sábado, janeiro 19, 2013

LIVRE




LIVRE 

nas calçadas nuas de olhares descobridores
há saudações eternas de paredes amenas
laivos de velas persistentes e silenciosas
onde navegam gentes do meu povoado

nos ventos ora soltos ora ousados d'amor
vejo as palavras febris abrigarem-se livres
sinto leituras de cafeínas creme carentes
enquanto acaricio o verso de mais um diário

esboço o contraste de cabelos vontades subtis
aqui mais um pouco de cinzentos contorno
ali o aclarar de um mar a que chamo longe

no conflito de sorrisos dúvida e calmos
mais um passo no alto do caminho fuga
e respiro o som interior da mudez apelo

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013 ( a publicar)





segunda-feira, janeiro 07, 2013

"ENCONTROS"



O barulho natural do Mar, que sempre me fascinou, fazia-me reler o livro  "MINHA MÃE MEU AMOR" de Maria Teresa Horta - editado em Maio de 1986, pela editora Rolim.
Guardo-o, como tesouro, não só pela obra da poeta que admiro, mas também pela sensível dedicatória, da mão que o ofertou.


Que será feito da luz
dos teus cabelos
que se acendiam nos teus ombros?

nos teus pulsos...

Enquanto eu adormecia
na fundura morna
da sombra do teu colo

Volto a página e encontro uma pequena nota escrita, por mim (2009),  em papel de ocasião...


...semeei pensamentos,
nas palavras da poesia 
e, ousei respirar-te melhor...

Foi bom recordar....




in MOMENTOS - José Luís Outono - 2013

segunda-feira, dezembro 17, 2012

FALTAS DE UM TEMPO


FALTAS DE UM TEMPO

Faltam-me letras para completar a palavra tempo...
Duvido que tenha minutos suficientes para esse horário...



in MAR DE SENTIDOS - José Luís Outono - 2012 - Ed. Vieira da Silva

Programa LER POESIA da RDP INTERNACIONAL, por ISABEL DA NÓBREGA.

 Transmissão de 13 de Nov. 2012

 Foram lidos três poemas meus, um deles - FALTAS DE UM TEMPO

http://www.rtp.pt/programa/radio/p1693/c98827

sábado, dezembro 08, 2012

segunda-feira, novembro 05, 2012

APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA OBRA POÉTICA - "RIO DE DOZE ÁGUAS"



Permitam-me dar a conhecer o meu último projecto em co-autoria.


APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA OBRA POÉTICA E FOTOGRÁFICA
 "RIO DE DOZE ÁGUAS", no dia 24 de Outubro de 2012 ,
 no
AUDITÓRIO DO ALTO DOS MOINHOS - LISBOA



Com os poetas: 

António Gil
Carlos Campos
Cláudio Cordeiro
Francisco Valverde Arsénio
Joaquim Monteiro
João Morgado
José Gabriel Duarte
José Luís Outono
José Maria Almeida
Lília Tavares
Maria João Saraiva
Paulo Eduardo Campos


Com fotografias de:

Afonso de Mello e Costa, Alexandra Wolfs, José Alpedrinha, Helena Maria de Oliveira, Paulo Eduardo Campos (capa), José Luís Outono (contracapa),  Rita Pais, Pedro Galhano, mariam, António Tavares, Inês Saraiva e Ricardo Pereira.





O PREFÁCIO DO POETA JOAQUIM PESSOA, FOI ( É ) UMA "NAVEGAÇÃO SEGURA"





DOZE ESTILOS DE ESCRITA, DOZE AMIGOS, NOVENTA E SEIS POEMAS,
DOS QUAIS, DOZE SÃO FOTOPOEMAS




Dois amigos, dois co-autores e responsáveis do impulso e concretização deste sonho:
 Lília Tavares e Carlos Campos, adms. da Pág.
"Quem Lê Sophia de Mello Breyner Andressen"




A leitura de um dos oito poemas da minha participação



...
Escrevo-te nos jardins secos de amor efémero
Leio os livros impossíveis do teu ignorar
E ouço apenas os uivos invisíveis do partir.
...
                                                                                   (excerto)


"A FESTA FOI BONITA...PÁ"... como entoaria feliz, Chico Buarque.
 Fica a memória.
 Um abraço.




Fotos gentilmente cedidas por Soledade Centeno, António Tavares e mariam.

sexta-feira, setembro 28, 2012

SABORES DO TEU CORPO


SABORES DO TEU CORPO




ouvi os sabores do teu corpo tímido


nos prazeres explícitos das leituras carentes


dias sem marcas fugidios e provocadores


latitudes proibidas em correrias apelo




meu amor de todas as luas fiéis visíveis


perfuma-me os desejos outonais...todos


desce de cena e zanga-te na minha pele


em trilhos seda ocultos e privados




por favor amedronta os medos fáceis


olha os tempos d'ontem não fluentes hoje


e deixa os teus poros escreverem calor




neste conforto de ditar-te doces hiatos


as sílabas agridem a intempérie cativa do sonho


e desaguam em momentos suspensos...



in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012 ( a publicar)

segunda-feira, setembro 10, 2012

QUASE OUTONO


Quando não sei...sei, que por enquanto é “quase Outono”...

 ...é no cair da noite
 que o meu dia nasce
 nos sóis da lua oculta
nas etéreas maresias
 dos meus olhares...

 ...é no cair da noite
 que o meu corpo declama o teu
 na fome da tua sede
 nos sentidos cegos
 às vezes...

 ...é no cair da noite
 que me encontro sereno
 na justeza do apelo vontade
 fluente nos sonhos
 que me agitas...

Caio...neste perfil de ânsia...sufoco-me nas notícias austeras...grito-me impaciente e, espero-te apenas. Quando não sei...sei, que por enquanto é “quase Outono”.

 in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012 ( a publicar )

José Luís Outono