My music...

https://youtu.be/IhAFEo8DO2o

quarta-feira, agosto 15, 2012

SILÊNCIOS


Porque perguntas pelo amor, se o sentes...quando te navego?
 Porque ficas em silêncio, se o grito é o eco da alma interior?
 Porque lutas contra espelhos declamadores de realidade, se o amor é gémeo de desejos?
 Porque apagas as palavras, que escreves nos odores do nosso jardim, se as flores já são adultas e, o sol  antecipou o nosso dia?
 Não sei...se calhar nem tu sabes...nem o vento do nosso passar...



in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012 ( a publicar)

quinta-feira, agosto 02, 2012

FORTUITOS



FORTUITOS

 viajei na planície
dos teus olhos
enquanto segredavas
 ao meu desejo
 o mapa do teu corpo



in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012 - ( a publicar )

quarta-feira, julho 18, 2012

CAMINHOS VEDADOS

CAMINHOS VEDADOS

Repouso nesse encontro da tua inóspita fantasia
Vejo apenas sinais proibidos de caminhos vedados
Uma navegação intensa que recusa o desencalhe
Forças ditas cansaço meros ruídos agridoces.

 Debruço-me no olhar exausto do sol imaginário
 Nem os sons marcantes das tuas vestes pressinto
 E os diálogos são fissuras e mares inglórios
 Vulcões ditadores de estados incomuns de sítio.

 Nem os aparos enrouquecem na escrita d'ontem
 Nem as colmeias seduzem o mel dos corpos
 Nem os campos amotinam as urbes de prazer.

 Exercito simples rascunhos nos confins revolvidos
 Bebo a seiva das árvores na tentativa de frutar
 E o poema sobe ao palco completamente desnudo.

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012 - ( a publicar )

segunda-feira, julho 02, 2012

CALENDÁRIO


CALENDÁRIO

Olhei o calendário da tua presença
Com a vontade de ser fim de semana...
E no rasgar lento do cair nocturno...
Vi o eclipse da tua sombra melodia.

Escrevi-te um olhar longo e ameno
Na esperança do folguedo agitado...
No embalo de pensar autêntico...
Polvilhaste a minha sede corada.

São sonhos...meu amor acordado
De tanto perfume de vida comum
Na tangente dos ciclos cruzados...
No infinito livro...hoje diário...

Almejo-te sombra de pecado fiel
Até ao nascer do nosso crepúsculo...
Fujo-te embriagado de suores doces
Na penumbra da saudade útil...

Como é bom...esse horizonte escalvado
No golpeio à indiferença com o certo...
Tropeças-me no entrecho das palavras
E flamejas o doce nosso Vénus...


in "DA JANELA DO MEU (A)MAR" - José Luís Outono - 2011 - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

segunda-feira, junho 18, 2012






 AO ACASO...ESCREVO-TE


 ...o vermelho azulou o correr de um rio cheio de saudades, nos traços de um odor "prisioneiro" da margem acolhedora.


 ...as flores declamaram o quebrar de um verso, no som da noite, nas pinceladas de uma chuva provocadora.








 ...os diálogos calados, romperam-se em sonata de tempos inquietos, na liberdade de um torpor corporal pleno.


 ...no longe dos sentidos frios, o mar sentenciou continuar a esculpir luares, onde lábios segredam faróis orientadores e, um adeus é um compasso de segundos no próximo escrever.



 Nota: pequenos excertos de um romance a ensaiar. José Luís Outono - 2012

segunda-feira, junho 11, 2012

VESTI O SOM DO TEU POEMA



VESTI O SOM DO TEU POEMA 

 Vesti o som do teu poema cor
Na fome da manhã conhecida 
Ali no arvoredo despido do céu
No ribeiro crescente do teu sorrir 

Um a um cada frutar do teu desejo
Cedem na viagem das minhas mãos
Aroma do teu resguardo provocador
Nos hinos loucos dos sinos cúmplices

Como é bom ler-te em cada verso
Nos poros lacrimejantes da tua enseada
Até ao brotar do orvalho cristalino

Como é luzente o teu beber sôfrego
De lábios perdidos em mares bálsamo
Como é bom amar quando me perco em ti…




in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012

terça-feira, junho 05, 2012

pequenos nadas...



resta o ruído
da
ondulação

o sopro
 do
vento

ainda
o perfume
alfazema



a mudez
 do
olhar

e o velho
 farol
submerge

no mar beijo
 do
nevoeiro



in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012 ( a publicar )

terça-feira, maio 22, 2012

LIBERDADE CAMPESINA




LIBERDADE CAMPESINA

 Nas águas da tua liberdade campesina
 Rasgo os lábios já secos da clausura
No arar de sulcos periódicos de tortura
 Onde mares cúmplices teimam em não amar

 Em cada flor brigante de vida errante
 Deixo um recado eterno sem retorno
 Em cada vento apátrida do amor que foi
 Na caverna hoje solar sem dimensão

 Nem os cânticos dos tempos solares
 Dilatam as certezas de falas coerentes
 E destroem os épicos dos enredos farsa

 Nos abraços do fado d’ ontem esquecido
 Nasce o pó d’ hoje tormento irrespirável
 E caduca o encontro cruzado de corpos



                                                                                              in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012 (a publicar)

segunda-feira, maio 14, 2012

NOVO LIVRO - MAR DE SENTIDOS


Na maré do sonho, perfumo-me ainda de vontades, em palavras "MAR DE SENTIDOS", onde escrevo sorrisos, dores, falas e telas de diálogos mudos deste mundo, em jangadas de olhares soltos, nos desertos da lua, na urbe austera, nos sóis perdidos ou simplesmente no acto de amar um amor, que escrevo e apago, ao som de um piano ora pena atrevida nos mares sempre azuis, ora papel sedento e aberto, onde mergulho .

CATIVO

Bebi no teu sabor solstício primaveril
A fome que matou a invernia deste olhar
De gritar rouco, pelos poros borbulhantes
Navios de cartas labiais sôfregos e sós.

Penetrei ousado no teu júbilo de ser
Senti-o conjugar sonetos enamorados
De flores com jardins de pólenes carnudos
Em leirões de ânsias crepitantes e únicas.

E o suor é perfume que depura o interior
E os olhos são infinitos de cores a explorar
E a boca morde-se em rios de pétalas húmidas.

Sobra apenas o minuto de ontem esfumado
Hoje cativo de juros sem métrica e modelo
Porque escrever é insuficiente para este (a)mar.


in MAR DE SENTIDOS - José luís Outono - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA
 Apresentação pública a 19 de Maio 2012


Obrigado, por me ajudarem a aportar nesta ilha de criatividade...onde acredito e vivo.
                                                                                                                                    José Luís Outono

sexta-feira, maio 04, 2012

AFLUENTES DE QUESTÕES


Aquela gota de mar
Inundou-me de paz
E segredou-me poemas rio
No sonho de uma falésia perdida

Pergunto-me porque te escrevo, se o mar me foge e a caligrafia esfuma-se no areal?

Palavras inférteis cansadas
Cartazes feéricos em lamento
Manifestações meros compromissos
Nas ruas com métrica forçada


Pergunto-me porque ainda brinco com os teus cabelos no imaginário do azul, se a cor dos teus lábios é inerte?

Solstícios odores navegantes
Palácios de lezírias sem fim
Flores silvestres guardadas
Em bolsas de existência banida


Pergunto-me porque sonho com o verbo sonhar e, não soletro mais que a primeira pessoa do indicativo presente?

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012 ( a publicar )