My music...

https://youtu.be/IhAFEo8DO2o

segunda-feira, outubro 10, 2011

NO CERCO DA VIDA...



No cerco osmose da vida corrente
Ouvi um sibilo de vento lateral
Como pingo de gelo sem retorno
Abandonar-se no casebre solitário.


São ciclos...grita a sereia natural
São dores, reclamo ao seu olhar sol
E as gaivotas cantam indiferentes
E as minhas mãos secas caem sem apoio.


No vidro húmido da janela emotiva
Desenho com o dedo uma vereda sonho
Ontem começada...hoje marco oculto.


Nos campos o verde esconde-se do brilho
O velho e sábio pastor agasalha o rebanho
E apenas as leituras escrevem memórias!


in MEMÓRIAS - TEMPOS PERDIDOS - by OUTONO 2011






domingo, outubro 02, 2011

CEIA OUTONAL





CEIA OUTONAL

Na tarde brilho de Outono amena
Descansei nos dourados soalheiros
E multipliquei-me de sabores frescos
Olhando o céu florido de arvoredos.

O caminho agora pisado pela fadiga
Escondia-me as sombras do prazer
No baile das flores resistentes atrevidas
E o meu respirar filtrava sensações.

Como desejaria cear com a lua atrevida
Ornamentar a mesa de pedra esculpida
E deitar-me no mosaico d'ouro estaladiço.

Como desejaria cair na sede de um silêncio
Ouvir apenas o vento entoar boas novas
E escrever na floresta um sonho d'Outono.

in MEMÓRIAS - by OUTONO - 2011

01 de Outubro 2011 - Memórias e inspirações de um Raid Fotográfico.








sexta-feira, setembro 23, 2011

ERA UM OUTONO...




ERA UM OUTONO

Era um Outono
No presente deste rubricar
Com folhas secas d'ontem
Gotas de orvalho d'hoje
Apenas saudade...
Era uma vontade
Também outonal
Com mares azuis
E maresia d'ontem
Hoje...apenas um perder...
Era um almejo
Orlado das nossas cores
Com sons de Outono
E surpresas de apego
Hoje...apenas vontade árida...
Era um Outono
Igual a tantos ciclos
Com caminhos campestres
Febres de enleio soltas
Hoje, nascente seca...
Hoje...já não é Outono
Apenas uma folha de calendário
Apenas uma frase temporal
Apenas um tactear amarelecido...
...sem nome!

in MEMÓRIAS - by OUTONO - 2011



( memórias de Outonos...escritas em redacções de invernia )

domingo, setembro 18, 2011

LOUCURAS LÁGRIMA


Nos rios dos teus cabelos
Há saudades de loucuras sopro
Nas entranhas das rochas
Que deixámos sós
Tempos em que as palavras
Eram metáforas verdade
E os segredos correrias
Adivinha...
Quero só dizer-te
Um beijo simbólico
Igual aos apelos âncora
Porque hoje é sabor leitura
Amanhã tempero corporal
Num esperar de espaços
Sem horários rimas ou métricas!

in MEMÓRIAS - by OUTONO - 2011

sexta-feira, setembro 09, 2011

DOIS POEMAS...



Por entre caminhos verdes
Nos poros apelo da tua pele
Há rosmaninhos sedosos
No perfume do teu olhar
Ocres e castanhos outonais
Nas madeixas do teu cabelo
Silvos de arvoredos gotejantes
Maresias dos teus lábios
Rochas natureza pura
No doce do teu corpo quente
Fontes cristalinas de fresca sede
Mãos fogo nos enleios adentro
Serra do meu ficar e crescer
Súplicas do templo do teu colo
Pelourinho ao fundo da aldeia
Sabores a dois cruzados e perdidos
E a calçada com tantas páginas
Como os fusos do teu mundo curvo
Onde me hospedo no xisto do teu acolher !

Nota: Ensaio contraste de DOIS POEMAS com dedicatórias...à natureza e à mulher que ela encarna.



in MEMÓRIAS - by OUTONO - 2010 e 2011


segunda-feira, setembro 05, 2011

A falésia...



A falésia almejo outrora coesa
Tombou num mar cheio...
De vazios ancoradouros
Na tempestade injusta do tempo.

O édito corporal costeiro
Ontem paraíso sem limite...
Ficou mais pobre e engolido
Na riqueza do sufragar cair.



in MEMÓRIAS - by OUTONO 2011





segunda-feira, agosto 29, 2011

Em porte seguro...



...ainda respiro
Em porte seguro
No caminho
Fica uma chegada
Sem saudade
E um abalar...sem escolha
Olho agora a estrada
Omissa de destinos
Polvilhada de cinzentos
Do asfalto pisado
Como dores moídas
Nos voos migratórios
Sem uma asa de enleio
Sem uma migalha de palavra
Apenas céu e mar
Apátridas ligações
Na corrosão do amor sem...



in MEMÓRIAS - by OUTONO - 2011

quarta-feira, agosto 24, 2011

OSMOSE FATAL





OSMOSE FATAL

Há uma brisa cortante na quietação do teu diálogo
Os teus eventos outrora magmas cálidas secam
Os enleios são agora meros rascunhos de aragens
E a estrada é um caminho cego no teu rasgar.

Tanto de teu no meu apegar sem ser valia de nós
Osmose fatal de nadas olvidados em banhos soturnos
Languidez nervosa da clausura que injustamente ditas
Belezas que são apenas laivos de olhares cíclicos.

Desnudo-me da minha ética de ser por inteiro
Cinto-me vagaroso na elegância dormente e rugosa
Percebo-me inóspito lugar cinzento e sem resgate.

Quando...perguntam os invernos afoitos impossíveis
Quanto...digladiam razões hercúleas e quebradiças
Onde...lê-se algures na proibição rasurada de sentires!

in MEMÓRIAS - by OUTONO - 2011



( soneto incompleto em 2009...só concluído em 2011 e "cimentado" de emendas recomendatórias).
by OUTONO









quinta-feira, agosto 18, 2011

..ser poeta é




...ser poeta é

mais que um ser
um dizer
um escrever
e ...até...
um emagrecer
na dor do (a)mar
onde beija ao escurecer
o eterno respirar...

in - MEMÓRIAS - by OUTONO - 2011


...apenas o sentir de alguém, que ousa escrever poesia...

José Luís Outono




terça-feira, agosto 09, 2011

Um poema...

                                                                                                                                                                       by OUTONO

SEMPRE...

Ainda hoje lembro cada dia ...onde escrevi azul com a cor do coração.
Ainda hoje digo flor...no jardim das descobertas...e, semeio sempre o momento
 em todas as abertas.
Ainda hoje dou a mão, mesmo ao silêncio, mesmo à indiferença, mesmo à dor...porque amar
é interno e não tenho acesso ao cadeado da alma...
Ainda hoje aceno na humildade de escrever e, esperançar retorno...como se fosse um amor constante de ida e volta.
Ainda hoje adormeço no teu colo ausente...e, pergunto pelo (a)Mar da janela
que continua fechada...
Ainda hoje soletro as estrofes de um hino, para prolongar o doce do seu entoar, como criança
 que saboreia pela primeira vez o doce mais doce.
Ainda hoje falo com o teu olhar, sinto com o teu corpo e, vivo com o perfume do teu acto...
Ainda hoje declamo folhas desertas de dores e nunca as rasgo,
 no almejo da construção de poemas só teus.
Ainda hoje, escrevo AMOR com as mesmas letras do alfabeto nosso...e o acordo é língua distante, que nem beija o lábio.
Ainda hoje...acordei contigo...vou deitar-me contigo e, sinto que estou só, porque não estás...
Ainda hoje feri a mão na contenda do desejo...que se transformou no golpe impróprio...
Ainda hoje...espero o teu ditado escorreito e sem erros de sintaxe dano...
Ainda hoje, vivi mais um dia só...sem nome e sem sorrir!



in MEMÓRIAS - by OUTONO
 10 - 10 - 2010