Restam pequenos e vagos sorrisos
Nos olhares húmidos e inférteis
Temperaturas ermas e castigadoras
De vitórias inglórias sem repouso.
Caem os céus cansados de nuvens
E os destinos são lugares despovoados
Onde pétalas errantes dançam no vento
E águas d'ontem são suspiros erróneos.
As cartografias do futuro amareleceram
As gaivotas já não trazem mensagens
E os mares são serranias incautas.
O verbo querer é uma fraude no desejo
Os sinónimos de enleio pereceram
Sobram os possíveis desníveis de luz.
NOTA: Excerto de um conto poético ( a publicar )
in MOMENTOS - José Luís Outono - 2010

