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terça-feira, janeiro 24, 2012

TRISTE



Restam pequenos e vagos sorrisos
Nos olhares húmidos e inférteis
Temperaturas ermas e castigadoras
De vitórias inglórias sem repouso.

Caem os céus cansados de nuvens
E os destinos são lugares despovoados
Onde pétalas errantes dançam no vento
E águas d'ontem são suspiros erróneos.

As cartografias do futuro amareleceram
As gaivotas já não trazem mensagens
E os mares são serranias incautas.

O verbo querer é uma fraude no desejo
Os sinónimos de enleio pereceram
Sobram os possíveis desníveis de luz.



NOTA: Excerto de um conto poético ( a publicar )

in MOMENTOS - José Luís Outono - 2010


sábado, maio 21, 2011

A palavra começava a desenhar-se...



Sabes...porque te escrevo?
Não ! Nunca saberás...melhor, nunca quererás saber !
Mal ou bem...escrevo-te no "ódio" à força interna, que me empurra para o silêncio.Mal ou bem...escrevo-te, apenas para dizer, que não é esta escrita, que quero escrever.
Os dias já não se escrevem e, as noites são fogueiras de medos, na ânsia de um amanhecer sem vontade de escrever.
Apetece-me escrever...um ponto final, no fim da redacção em branco da página do meu (a)Mar.
Mas a tua cegueira injusta, nem esse ponto final seria capaz de ver, interpretar, sentir ou até esculpir a estátua de sal de costas voltada para todos os pontos cardeais, no teu posicionar libertino e estar , por estar...a que chamas... vida!
Escrevo, como "grafíti" no muro de gelo da tua indiferença:
- Que interessa a beleza dos olhos, se não sentem o olhar interior?
Cego-me compulsivamente da perfeição etérea dos mares e parto ao encontro das serranias, onde até a pedra dura e angular é mais doce que o teu peito...



(excerto de um mini-conto...por contar)
in MOMENTOS - by OUTONO - 2011

sexta-feira, maio 13, 2011

Meros novelos de sonhos...



...o teu rosto é agora um longe por ti viajado
Na estrada que alongaste na teima do deserto.

Olho apenas o quebrar do mudo silêncio em vão
Em espaços inertes sem imagens ou solstícios...

Olho e não olho o medo da incerteza voraz
No peneirar dos tempos que já não brilham.

As cores são agora meros novelos de sonhos
E os espaços apertadas clausuras inglórias...

Enquanto o verbo morre na seca da seara verso
O poema já não se conjuga em maresia una...adoece!

in MEMÓRIAS - by OUTONO - 2011


"Enquanto escrevo, não sou eu.
É a minha alma que me dita o que a caligrafia do meu sentir lhe segreda."

in - pensamentos - by OUTONO - 1999