desejei-te um verbo promissor
cresceste no seu conjugar
e esqueceste o presente
em passados nunca sepultados
porque vivos de negações
caminhos cruzados de dores
onde rasgas o cetim
do nosso texto
em páginas ditas separadas
de fugas sem futuros
nem condicionais
o pretérito perfeito
perde o mérito da saudade
em sequelas e inventos
sem eco coerente
nem pontuação que faça crédito
ou términos aliviadores
de exclamações
nunca interrogações
ou leituras gizadas de imagem
onde perguntas...eu respondo
eu pergunto e tu...não respondes
in MOMENTOS - José Luís Outono - 2012 - (a publicar)

