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sábado, fevereiro 04, 2012

OLHO ESTE ESPELHO DA VIDA




Olho este espelho da vida...às vezes baço e impreciso
Não reconheço o olhar...tais as rugas e o sorriso só
Não reclamo...nem limpo a imagem...para melhor ver
Nem exclamo o sintoma do velho encolher de ombros .

Caio no recanto da leitura viciadora...no embalo nocturno
De mais um compasso calendário...de mais um sentir
E rasuro contos, capítulos perdidos em páginas loucas
Destinos ...apenas sonhos...sem eco ou alento frágil...

Adormeço no colo da cegueira fadiga...por olhares adentro
Nestes mares de luas perdidas...desencantos parágrafos
Até ao despertar ...quase sismo ou tornado revolto grito...

O tempo esgota-se...cai-se na rotina de olhar o tempo fugir
Já não leio para aprender...nem retenho o poema saudade
Já não ouso o segredo da cor azul ...apenas sei...ficar .



in -MOMENTOS - José luís Outono - 2010 - ( a publicar )

sábado, janeiro 28, 2012

LATITUDES PERDIDAS



percorro as minhas mãos
nuas...
cego-me em barcos perdidos
sem ventos
mares sem limites
latitudes oscilantes
ruínas dantescas...
tenho saudades do teu correr
livre
ao encontro da minha
ânsia
tenho saudades da escrita
do teu olhar
nos cabelos do meu
devaneio
tenho saudades dos teus
seios
como aves carentes
de ancoradouro
tenho saudades do teu
corpo
queda livre sem...
perguntas
apenas velas sulcadas
tenho saudades do teu
ondular
sopro na praia
até ao cair sem forças
tenho saudades das tuas
palavras
sem métrica
sem respiração
naufrágio apneia
labial
tenho saudades
dos desencontros
nos encontros luz
acordo sem leituras
sem tempos ou fugas
tenho saudades e digo-me
sobressaltos
que fecho na vastidão de luares
frios
manhãs que sabem as noites
e a saudades gritos
que fazem ecoar sinos
descompassados
na aldeia do vagueio
fissuras alarmes
sem terra à vista
sem prelos
quase matéria polvilhada
de intempéries
agrestes de poeiras
nos barcos perdidos
das minhas mãos
nuas...
quem sabe até o pó
descer ao verbo



in MOMENTOS - José Luís Outono - 2011